Cronograma Capilar e outras técnicas na busca de um cabelo mais natural, e mais saudável

Meu pai sempre brincou que meus cachos me controlavam mais do que eu controlava eles – e, essa ainda é uma grande verdade.

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Durante parte da minha infância e adolescência, lutei com a imagem que tinha dos meus cabelos; crescendo num mundo obcecado pela cultura de massa e pela europetização – quanto mas claro, liso e normativo melhor – é mentira dizer que não desperdicei algumas horas no salão escovando meus cabelos, ou até mesmo experimentando novas cores à procura dessa imagem que eu idealizava. Porém, a influência da minha mãe, quase tão teimosa quanto eu e adepta da regra de quanto mais natural, mais positivo, me impediu de fazer qualquer tipo de alisamento, selagem, ou escova definitiva… E se, na época, eu não entendia a proibição, hoje não poderia ser mas grata.

O meu último experimento capilar foi ser ruiva, e na velocidade com a qual meu cabelo cresce, não durou mais de seis meses; mas esse período foi essencial pra me levar até os questionamentos que me fizeram chegar até aqui: fazendo escolhas mais naturais e saudáveis pra vida longa dos meus cachos. Esse post não tem o intuito de julgar ninguém que não escolha o mesmo caminho eu; assumir meus cachos (e aprender a cuidar deles). Para mim, na verdade, não foi uma escolha: foi uma necessidade durante um processo de auto aceitação essencial pra que eu fosse mais feliz – e por mais fútil que isso possa soar, um cabelo bonito e bem cuidado pode ter efeitos maravilhosos na auto-estima e na vida de uma mulher.

Nesse post, reuni algumas dicas e informações que aprendi nos últimos cinco anos para tirar dúvidas e quem sabe, inspirar algumas de vocês a escolherem um estilo de vida mas natural e simples  para o seus cabelos.

[É ESSENCIAL LEMBRAR: eu não tenho formação na área de beleza, as dicas que reúno aqui são resultado de experimentação e observação. Tenha sempre em mente o melhor para o seu tipo de cabelo.]


Se existem duas coisas que aprendi na última meia década cuidando com afinco e procurando entender melhor meus cabelos, e que quero passar a frente,  essas coisas foram:

1ª – Seu cabelo mostra o que ele gosta e não gosta, basta observar.

2ª – Menos é mais: Menos produtos, com menos componentes, menos industrializados e – quase sempre – com menor preço (embora haja quem não concorde, algumas marcas são mais nome que efeito).

Eu tenho a crença de que todo cabelo é recuperável; mesmo descolorido, com muita tintura ou ressecado pelo uso do secador. É tudo uma questão de descobrir o que ele precisa que seja reposto – hidratação, óleos ou queratina – e suprir isso de formar constante, (especialmente nos cabelos cacheados). E a melhor forma de descobrir o que precisa de atenção especial nos seus fios, é o nosso próximo tópico: O cronograma capilar. 

O CRONOGRAMA CAPILAR

O CRONOGRAMA CAPILAR É SEU MELHOR AMIGO e eu não me canso de dizer isso.  Ele é chatinho, e até virar um hábito precisa de muito compromisso, mas seu cabelo vai te agradecer como nunca, afinal, ele repõe tudo que seu cabelo já perdeu e perde diariamente.

O cronograma nada mais é do que organizar o seu cuidado capilar, entre o que fazer (hidratação, nutrição e reconstrução) e quando fazer. Aqui embaixo, temos o exemplo de um cronograma inicial básico- mas, o importante é aprender a ouvir seu cabelo. Ele irá apontar do que está mais carente, e também que está excessivo.

Por exemplo: um cabelo ressecado pede mais hidratação; um cabelos quebradiço nutrição; em contraponto, um cabelo oleoso te mostra que a reposição de óleos pode ser excessiva, portanto menor necessidade do processo de nutri-lo.

Dessa forma, ao observar as necessidades especificar do seu cabelo, você altera o cronograma básico criando seu próprio cronograma.

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Hidratação: É a etapa que repõe a água dos fios e talvez, a mais importante.

Sou adepta das misturinha caseiras, e não gosto de usar ampolas, então utilizo:

Frutas (banana, abacate, mamão), leite (em pó, creme de leite ou líquido), e plantas (geralmente babosa/aloé vera) + um óleo (coco, azeite de oliva extra virgem, abacate, amêndoas) + minha máscara de hidratação favorita.

Nutrição ou Ummectação: Etapa que repõe os óleos naturais do fios.

A nutrição pode ser feita de forma tradicional (o combo óleo + máscara hidratante), ou com a aplicação direta do nos fios e raiz – a Ummectação, que pode ser diurna ou noturna (contanto que os fios estejam secos). Umas minhas receitas favoritas é:

Azeite de oliva + Mel + óleo de coco (colocado dentro de um recipiente e aquecido em banho Maria para que facilite no momento da aplicação.)

Uso sempre o óleo de coco ou azeite de oliva extra virgem por causa do custo beneficio, e porque tenho a garantia que vêm sem aditivos. As ampolinhas de óleo prontas que compramos em lojas de beleza, nunca são puros e sempre contem pretolatos.

Reconstrução: Etapa que repõe a queratina dos fios, e que só deve ser feita no máximo de 15 em 15 dias, idealmente 1 vez por mês.

Eu gosto de utilizar a queratina líquida, e combina-la com minha máscara favorita mas, alguns produtos que tem queratina já neles podem funcionar.

TÉCNICAS LOW & NO POO

Junto do cronograma capilar (que já tem resultado por si só), existem algumas técnicas de lavagem que podem ser utilizadas, para diminuir a utilização de sulfatos, petrolatos, parabenos e silicones insolúveis, diminuindo assim o impacto desses produtos no fio; seus componentes, matéria- primas baratas que conferem brilho e sedosidade pro cabelo, encapam o fico com uma película impermeável impedindo que o mesmo absorva nutrientes. Já sulfato, componente utilizado em shampoos para retirar essa capa, resseca os cabelo – e iniciamos assim um ciclo vicioso de hidratação com produtos que criam essa película, e a lavagem com um shampoo com sulfato para “limpar” os fios que acaba ressecando-os ainda mais.

Esse ciclo é especialmente cruel para os cabelos cacheados, mas provoca danos em todos os tipos de cabelos. Com o tempo as técnicas que explico aqui, ganharam mais e mais adeptos procurando. substituição da utilização do sulfato por outros agentes limpantes leves, e a utilização de produtos que não contenham petrolatos e outros componentes que criem essa película. Eu fiz Low Poo por dois anos, e faço No Poo a cerca de um ano – e a diferença é gigantesca.

Low Poo: Consiste na abolição de produtos com petrolatos e outro derivados do petróleo, parabenos ou sulfato (optando por outros agentes limpantes) além redução da utilização de shampoos, combinado ou não com o Co-Wash ou lavagem de bicarbonato (outras técnicas de lavagem). Permite o uso de silicones solúveis e insolúveis.

No Poo: Essa é uma técnica mais radical,  que se baseia em outras  técnicas de lavagem que não o shampoo, e  a utilização exclusiva de produtos liberados (que não possuam sulfato, petrolatos e outro derivados do petróleo, ou silicones, solúveis e insolúveis).

O que são os produtos liberados?  Produtos livres de sulfatos, derivados de petróleo, parabenos, silicones e no caso do produtos veganos, livre de derivados animais. Para saber quais produtos são esses, existem além de aplicativos, listas na web de produtos liberados e componentes proibidos.

Ler a composição do seu produto é um hábito que todos os adeptos das técnicas devem desenvolver, afinal, esses componentes se escondem por diferente nomes químicos..

Por onde começar? É importante lembrar que, como quase todos os produtos de comum utilização não são liberados, é necessária um processo de lavagem com shampoo anti-resíduos (que contenha sulfato) durante dois dias antes de iniciar qualquer uma das técnicas acima, porque apenas o sulfato tira os resíduos de produtos não liberados. E uma vez utilizando os liberados, é orai e vigiai pra não colocar nada não-liberado no cabelo.

Co- Wash: lavagem sem shampoo, trocando-o pela utilização de um produto especifico ou de condicionador liberado para lavagem dos fios e couro cabeludo.

Lavagem de bicarbonato: Utilização da combinação bicarbonato de sódio + água para limpar couro cabeludo e fios (2 colheres de sopa para cada 200 ml de água morna).

PRODUTOS QUE RECOMENDO:

Lola Comestics: Não são tão em conta mas o custo benefício é muito bom. Toda a linha deles é vegana e liberada.

Salon line: A SL tem muitas opções de produtos, mas nem todas foram de agrado do meu cabelo, o custo beneficio não é tão bom já que os produtos estão encarecidos e a qualidade não é a mesma. Mas eu gosto do co wash, a linha de coco é excelente, assim como a de abacate.

Kanechom: SIM SIM SIM! Bom, Barato e Liberado!!! Meus cabelo adoram e um kilo de creme custa apenas 8 golpinhos.

Suave: Utilizo os condicionadores da Suave, que custam pouco, são super hidratantes e liberados.

Monange: Apesar de nem toda a linha ser liberada, meus cabelo adoram demais. Rosa, laranja ou preto. Principalmente os leave-in.

Copra: Uso 500 ml de óleo de coco a cada dois meses, e só compro da copra. Qualidade garantida.

OUTRAS DICAS:

  • Troque a toalha felpuda por uma camisa de algodão qualquer: a fibra dos pelinhos da toalha quebra os fios, e a camisa apenas puxa a água.
  • Não enrole o seu cabelo na toalha na hora de sair do banho: jogue a cabeça pra frente e use a camisa pra tirar o excesso de água.
  • Fronha de cetim: a melhor arma contra o frizz pra mim, foi trocar minha fronha comum pela fronha de cetim.
  • Óleo de coco: sempre, pra tudo (pele, cabelo, rosto…)
  • Óleo de Rícino: não recomendo e não utilizo. Sei que tem seus benefícios, mas é muito forte e pode provocar alergia e outros efeitos fortes.
  • Inversão: é o processo de lavagem com a cabeça pra baixo. Ajuda muito os fios a crescer, e eu utilizo sempre pra evitar que os produtos escorram pela pele.

Esse é meu primeiro (porém não ultimo) post sobre cuidados com o cabelos, e espero que vocês curtam as dicas! Você também tem aquele segredinho que deixa seus cabelos mais fortes e saudáveis? Conta pra gente nos comentários!

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